Como o caso Bolsonaro não é sobre um homem, mas sobre o sistema quebrado em que vivemos.
A marretada do martelo ecoou em setembro de 2025. Vinte e sete anos. A sentença de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado não foi apenas um veredito; foi o ato final de uma peça de teatro mal ensaiada.
Mas vamos ser honestos, essa peça já estava com o roteiro comprometido muito antes. Começou lá atrás, em 2022, quando o TSE decidiu mudar as regras do jogo eleitoral com a partida já rolando, com uma resolução de outubro, ferindo a própria lei que exige que tudo esteja definido até março. Só isso já seria o suficiente para anular a disputa inteira.
Não podemos esquecer do juiz Sérgio Moro, que abriu a porta para que processos caminhassem “fora da lei”, em boa parte do julgamento de Lula.
Mas a coisa ficou mais feia.
O que se seguiu não foi justiça, foi uma caçada. E o julgamento de Bolsonaro foi o ápice. Esqueça a imparcialidade dos livros de direito. O que vimos foi um roteiro de vingança com capa de processo legal.
Se você tem um pingo de bom senso, sabe que algo cheira mal. E eu não estou aqui para defender Bolsonaro, mas para dissecar o jogo. Um jogo viciado.
As regras que ninguém viu (mas que condenaram um ex-Presidente)
Pense nisso como um jogo de pôquer. Você senta na mesa, mas as cartas estão marcadas, o dealer é seu inimigo e as regras mudam a cada rodada. Você jogaria?
1 – Jogando no Cassino Errado
Bolsonaro, um ex-presidente, já não tinha foro privilegiado. Deveria ser julgado na primeira instância, como qualquer Zé Mané. Mas o STF, num passe de mágica, rasgou uma regra que valia há mais de 20 anos só para puxá-lo para a sua mesa. É o equivalente a arrastar um jogador de sinuca de boteco para uma final de Copa do Mundo e dizer: “agora você joga com as nossas regras”.
2 – Bebendo o Oceano com um Canudo
A defesa recebeu 70 terabytes de documentos e 15 dias para analisar tudo. SETENTA terabytes. A Polícia Federal levou um bom tempo para juntar essa montanha de dados. Quinze dias é um insulto. Não é direito de defesa, é uma formalidade cínica. É como dar a um cara um canudo e mandar ele beber o oceano até amanhã. Impossível. Injusto. Proposital.
3 – O dealer que também é jogador (e dono do cassino)
Alexandre de Moraes. O nome da peça poderia ser dele. No mesmo processo, o ministro foi investigador, acusador e juiz. No mundo real, isso tem nome: TIRANIA. É como o técnico de um time de futebol ser também o árbitro e o presidente da CBF. Qual a chance do time dele perder? Moraes não apenas julgou; ele tirou vídeos da cartola no meio do julgamento, fez perguntas como um promotor sedento e deu o tom do espetáculo.
4 – Um Royal Flush de vento
Onde estão as provas? Onde está o e-mail, a gravação, o documento assinado por Bolsonaro ordenando um golpe? Não existem! A acusação se baseou em rascunhos de decretos nunca publicados, em conversas que ele não teve e em “atos preparatórios”. Em bom português: ele foi condenado pelo que poderia ter pensado em fazer. É como prender um cara por assalto a banco porque ele pediu um café na padaria ao lado no dia do crime.
A voz da razão no meio do caos
No meio dessa farsa, uma voz destoou. O ministro Luiz Fux votou pela absolvição. Ele não apenas votou contra, ele desmontou a acusação, peça por peça: reconheceu a violação do direito de defesa, afirmou que o STF não tinha competência e esfregou na cara dos colegas a falta de provas.
Ele basicamente se levantou da mesa de pôquer, jogou as cartas para o alto e gritou que o jogo estava armado.
Mas quatro ministros ignoraram. E a condenação veio. Não foi um ato de justiça. Foi um ato político. Uma mensagem. Um aviso para quem ousar desafiar o sistema.
Minha visão libertária: Rasgue a fantasia da democracia
E é aqui que a gente para de falar de Bolsonaro e fala da verdadeira doença. O julgamento dele é apenas o sintoma.
A democracia é um deus que falhou. Uma religião secular criada para dar um ar de legitimidade ao roubo organizado que chamamos de Estado. O caso Bolsonaro apenas escancara o que todo libertário já sabe: o Estado é uma gangue, e, às vezes, a gangue para de fingir.
O Cabeça de Piroca, digo, o ministro, sendo investigador, acusador e juiz? Claro! É o modus operandi do Estado. Uma quadrilha julgando em causa própria.
Hans-Hermann Hoppe já cantou essa bola: a democracia é pior que a monarquia. O rei, ao menos, era o “dono” do país e tinha incentivos para não destruir seu patrimônio. O político democrata é um inquilino de aluguel. Ele tem poucos anos para saquear o máximo que puder antes que o próximo inquilino chegue.
A democracia é a tirania da maioria disfarçada de liberdade.
A Saída? Não é pela Direita nem pela Esquerda. É para Fora.
A solução não é eleger o “político certo”. A solução é dinamitar o sistema. O libertarianismo se baseia em princípios simples e inegociáveis:
- Você é dono de si mesmo;
- Não agrida os outros nem suas propriedades;
- Tudo deve ser voluntário.
Numa sociedade livre, não existe um STF com poder absoluto. Existem agências de arbitragem que competem por reputação. Juízes são escolhidos por mérito, não por interesse político. A justiça é um serviço, não uma imposição.
Murray Rothbard definiu o Estado perfeitamente: pura coerção mascarada de “bem público”.
Conclusão: O jogo acabou
Enquanto você continuar acreditando na farsa democrática, haverá um Alexandre de Moraes para perseguir quem o sistema escolher como inimigo da vez.
O julgamento de Bolsonaro não foi um ponto fora da curva. Foi a curva.
A democracia não está doente. Ela é a doença! O futuro não está nas urnas. Está na abolição total do Estado.
Sem Estado. Sem coerção. Sem farsa democrática!
Apenas liberdade. Real. Inegociável.


